Tuesday, March 5, 2013

"Entrei no mestrado!" (não, eu não entrei no mestrado)

(disclaimer: esse post não tem rigor científico, apesar de falar sobre cientistas e pesquisadores, tampouco está preocupado (sic) em seguir as regras da ABNT. Em outras palavras: leia e comente)

Como estou há quatro anos tentando entrar em um programa de mestrado (e esse post não é um "mimimi"), gastei algumas horas investigando um pouco mais do universo da pesquisa aqui no Brasil (que está mais para uma comunidade).

Estava lendo o [excelente] blog sobre gráficos da The Economist e me deparei com a seguinte imagem:


É claro que existem muitos outros países lá no topo, como poderemos ver mais no fim do post, e que o que se pretende avaliar nessa imagem é a posição relativa dos BRICS em comparação a países com tradição na produção científica.

O texto que acompanhava o gráfico tinha um link para o relatório Building BRICKS [incrível a felicidade do Jim O'Neill na escolha do nome do bloco...] veiculado recentemente pela Thomson Reuters.

 Nele, selecionei alguns dos apontamentos sobre o Brasil:
  • "Brazil did step up its relative spend in [Gross Expenditure on R&D in] the late 1990s, and that improvement has recently begun slowly to increase again."
  • "Brazil stands out as distinctly different in its research portfolio. Every one of the 10 fields in which it has a relatively high share of global outputs is in the life sciences. It has been described by Kirsten Bound in a Demos report as the ‘natural knowledge economy’ and that is confirmed in this analysis."
  • "For Brazil, it might be argued that the absence of any physical science technologies in its main areas of effort could become a limiting factor on economic development."
  • "For India and Brazil, both scientific publications and patent outputs have grown, although patents less quickly. This may indicate some inefficiencies in realizing economic return on the application of basic science in these countries. This is evidenced by the dramatic increase in backlog of patent applications awaiting examination at the Indian Patent Office which rose by 47.3 percent to 123,255 in the 12 months from March 2011 through April 2012. At the same time, the average lag between patent application and grant in Brazil is now around eight to nine years."
No mesmo relatório, o seguinte gráfico (e vale a pena ler o texto que o acompanha. Não vou postá-lo aqui porque já copiei texto demais):




Ao terminar de ler esse relatório, li trechos de duas outras publicações: "Mestres e Doutores 2012", do CGEE e "Education at a Glance 2012", da OECD.

Neles, respectivamente, duas imagens que finalizam esse post pobre, mas limpinho:



Se a gente lembrar que "tertiary education" inclui a graduação, dá pra imaginar o tamanho da ervilha que contempla os indivíduos com mestrado e doutorado no nosso País. Também dá pra imaginar que os esforços dos últimos governos (pessoal dos partidos políticos, não chovam aqui, por favor) é notável, mas ainda é bem pequeno.

P.S.: o CGEE criou uma página com gráficos interessantes sobre os resultados da pesquisa, vale a pena. E bora tentar entrar em algum programa de mestrado mais uma vez. Não vou desistir.

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