Monday, September 14, 2015

[CFP] Media and Communications in Latin America

(via Ecrea)

List members may be interested in publishing their media and communications research in Studies in Media Communications (SIMC) volumes 12 or 13 which are due to publish in 2016.

Please forward this email if it would be of interest to your colleagues.

VOLUME 12: ICTs and the Politics of Inclusion in Latin America
Guest Editors: Hernan Galperin, Alejandro Artopoulos, and Jason Beech (Universidad de San Andrés, Argentina)
This volume assembles relevant research focusing on ICTs in Latin America. The mobile broadband revolution is taking place in Latin America. Despite various constraints faced by Latin American countries, the spread of mobile telephony and broadband Internet has reached very high levels even among low-income populations. However about half of the continent’s population remains unconnected, and the benefits of connectivity have been slow to materialize. Submissions may examine any aspect of the theme of digital divide in Latin America and the politics of digital inclusion. We welcome submissions on different dimensions of the theme such as mobile youth identities, technology affordability, school transformation by digital media, the diffusion of e-commerce platforms and digital technology in SMEs.

VOLUME 13: Brazil: Media from the Country of the Future Guest Editors: Sonia Virgínia Moreira (Universidade do Estado in Rio de Janeiro), Monica Martinez (Universidade de Sorocaba, Reitoria), Joseph D. Straubhaar (University of Texas at Austin), Antonio C. La Pastina (University of Texas at Austin), Samantha Nogueira Joyce, and Pedro Aguiar (State University of Rio de Janeiro (UERJ), Brazil)
This volume assembles research on any aspect of Brazilian media and communication in its various forms. The parameters are set as broadly as possible as long as the research speaks to a facet of the topic as defined in the call for submissions. Submissions may be empirical, theoretical, or methodological--using any method or approach. The volume aims to encompass research on emergent phenomena, as well as studies with a historical or longitudinal dimension. Comparative studies are welcome as long as Brazil is one of the central case studies.

Read the **full call for papers* for both volumes.

Deadline: February 1 2016.

Benefits of publishing in SIMC
  • Quick time to publication
  • Peer reviewed
  • Longer form articles

Emma Stevenson
Publishing Editor//| Emerald Group Publishing Limited
Tel: +44 (0) 1274 785198 | Fax: +44 (0)1274 785200
estevenson@emeraldinsight.com
www.emeraldgrouppublishing.com

Wednesday, July 22, 2015

"O Brasil não assinará o tratado internacional de tecnologia da informação (ITA)"

("Catadão" rápido de pontos sobre o Acordo sobre Tecnologias de Informação da Organização Mundial do Comércio)

Soube pelo Twitter:
No site da Organização Mundial do Comércio:
Basic Principles of the ITA 
https://www.wto.org/english/tratop_e/inftec_e/itaintro_e.htm 
The ITA is solely a tariff cutting mechanism. While the Declaration provides for the review of non-tariff barriers (NTBs), there are no binding commitments concerning NTBs. There are three basic principles that one must abide by to become an ITA participant: 1) all products listed in the Declaration must be covered, 2) all must be reduced to a zero tariff level, and 3) all other duties and charges (ODCs) must be bound at zero. There are no exceptions to product coverage, however for sensitive items, it is possible to have an extended implementation period. The commitments undertaken under the ITA in the WTO are on an MFN basis, and therefore benefits accrue to all other WTO Members.
Brasil e África do Sul não assinaram. Enquanto isso, o trecho sobre TICs da Declaração de Ufá, dos BRICS, diz o seguinte:
34. Tecnologias da Informação e da Comunicação (TICs) proporcionam novas ferramentas aos cidadãos para o funcionamento efetivo da economia, da sociedade e do Estado. As TICs aprimoram oportunidades para o estabelecimento de parceiras globais para o desenvolvimento sustentável, o fortalecimento da paz e da segurança internacionais e a promoção e proteção dos direitos humanos. Adicionalmente, expressamos nossa preocupação com o uso de TICs para fins de crime organizado transnacional, desenvolvimento de instrumentos ofensivos e realização de atos de terrorismo. Concordamos que o uso e desenvolvimento de TICs por meio da cooperação internacional e dos princípios e normas universalmente aceitos do direito internacional são de suma importância de modo a garantir uma Internet e um espaço digital pacíficos, seguros e abertos. Reiteramos nossa condenação de vigilância eletrônica em massa e da coleta de dados de indivíduos por todo o mundo, bem como a violação da soberania dos Estados e dos direitos humanos, em particular, o direito à privacidade. Reconhecemos que os Estados não estão no mesmo patamar de desenvolvimento e de capacidades com relação a TICs. Comprometemo-nos a concentrar na expansão do acesso universal a todas as formas de comunicação digital e a melhorar a conscientização das pessoas a esse respeito. Enfatizamos também a necessidade de promover a cooperação entre nossos países para combater o uso das TICs para propósitos terroristas e criminosos. Reconhecemos a necessidade de um instrumento regulatório universal vinculante sobre o combate ao uso criminoso de TICs sob os auspícios da ONU. Ademais, estamos preocupados com o potencial abuso das TICs para fins que ameacem a paz e a segurança internacionais. Enfatizamos a importância central dos princípios de direito internacional consagrados na Carta das Nações Unidas, em particular a independência política, a integridade territorial e igualdade soberana dos Estados, a não interferência em assuntos internos de outros Estados e o respeito aos direitos humanos e às liberdades individuais.
Reafirmamos nossa abordagem abrangente estabelecida nas Declarações de eThekwini e Fortaleza sobre a importância da segurança no uso das TICs e no papel chave da ONU no enfrentamento dessas questões. Encorajamos a comunidade internacional a concentrar seus esforços em medidas de construção de confiança, capacitação, não uso da força e prevenção de conflitos no uso das TICs. Buscaremos desenvolver cooperação prática uns com os outros de modo a enfrentar desafios comuns de segurança no uso das TICs. Continuaremos a considerar a adoção de regras, normas e princípios para o comportamento responsável dos Estados nessa esfera.
Nesse contexto, o Grupo de Trabalho de Peritos do BRICS sobre segurança no uso das TICs iniciará cooperação nas seguintes áreas: compartilhamento de informações e melhores práticas relacionadas à segurança no uso de TICs; coordenação efetiva contra crimes cibernéticos; estabelecimento de pontos nodais nos Estados Membros; cooperação intra-BRICS fazendo uso dos Grupos de Resposta a Incidentes de Segurança em Computadores (CSIRT) existentes; projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento; capacitação; e desenvolvimento de normas, princípios e padrões internacionais.
Uma matéria da Folha dá um panorama dos motivos pelos quais possivelmente o Brasil não assinou o acordo: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2015/07/1657798-acordo-eliminara-tarifa-de-eletronicos-em-80-paises-brasil-esta-fora.shtml.

Wednesday, July 8, 2015

Job opportunity: ESRC associate research fellow (internet governance)

(via University of Exeter)

From Alison Harcourt (Politics, Exeter) 

Please find below the link to an advertisement for a 3 year full-time postdoctoral fellowship based at the University of Exeter on an ESRC project together with myself, George Christou (Warwick) and Seamus Simpson (Salford). The project will explore the role of civil society actors in international professional fora for Internet Governance.

Job title: Associate Research Fellow
Job reference: P49603
Date posted: 07/07/2015
Application closing date: 16/08/2015
Location: Exeter
Salary: starting will be from £25,513 per annum up to £28,695 per annum on Grade E, depending on qualifications and experience.
Package: Generous holiday allowances, flexible working, pension scheme and relocation package (if applicable)
Job category/type: Research
Job description:

The University of Exeter is a Russell Group University in the top one percent of institutions globally. In the last few years we have invested strategically to deliver more than 350 million pounds worth of new facilities across our campuses with plans for another 330 million pounds of investment between now and 2016.

The College wishes to recruit an Associate Research Fellow to support the work of Professor Alison Harcourt. This ESRC funded post is available from 1 October 2015 until 31 August 2018. The successful applicant will conduct literature reviews, draft policy documents, prepare research work for publication, organise interviews and dissemination events and maintain the project website.

The post will include making presentations at national and international conferences, organising interviews and dissemination events, maintaining the project website, literature reviews and drafting policy briefings.  The successful applicant will be able to present information on research progress and outcomes, communicate complex information, orally, in writing and electronically and prepare proposals and applications to external bodies.

Applicants will possess a relevant PhD (or be nearing completion) or possess an equivalent qualification/experience in a related field of study and be able to demonstrate sufficient knowledge in the discipline and of research methods and techniques to work within established research programmes. Applicants will have a background in political science, with experience and understanding of the economic, political and social significance of the Internet, ideally with knowledge of internet and communications policy and legislation.

Thursday, May 14, 2015

[new book] Public Access ICT across Cultures

[via Ecrea]
[One or two references about Brazil]

Public Access ICT across Cultures
Diversifying Participation in the Network Society

Overview
Shared public access to computers and the Internet in developing countries is often hailed as an effective, low-cost way to share the benefits of digital technology. Yet research on the economic and social effects of public access to computers is lacking. This volume offers the first systematic assessment of the impact of shared public access in the developing world, with findings from ten countries in South America, Asia, and Africa. It provides evidence that the benefits of diversified participation in digital society go beyond providing access to technology. Public access venues—most often Internet cafés in cities and state-run telecenters in rural areas—are places for learning, sharing, working, empowerment and finding opportunities.

The book documents the impact of public access on individuals, on society and networks, and on women. Chapters report findings and examine policy implications of research on such topics as users’ perceptions of the benefits of Internet café use in Jordan; ICT job training in Rwanda; understanding user motivations and risk factors for overuse and Internet addiction in China; the effect of technology use on social inclusion among low-income urban youth in Argentina; productive uses of technologies by grassroots organizations in Peru; use of technology by migrant ethnic minority Burmese women in Thailand to maintain ties with their culture and their family and friends; and women’s limited access to the most ubiquitous type of venue, cybercafés, in practically all countries studied—and quite severely in some places, e.g. Uttar Pradesh, India.

Contributing Editors 
Erwin A. Alampay, Roxana Barrantes Cáceres, Hernan Galperin, Abiodun Jagun, George Sciadas, Ramata Molo Thioune, Kentaro Toyama

Chapter authors
Ali Farhan AbuSeileek, Carolina Aguerre, Oluwasefunmi ‘Tale Arogundade, Nor Aziah Alias, Sebastián Benítez Larghi, Jorge Bossio, Juan Fernando Bossio, Marina Laura Calamari, Nikos Dacanay, Jean Damascène Mazimpaka, Laurent Aristide Eyinga Eyinga, Mary Luz Feranil, Ariel Fontecoba, Omar Fraihat, Martin S. Hagger, Jianbin Hao, Sulaiman Hashim, Izaham Shah Ismail, Haziah Jamaludin, Xuemei Jiang, Laura León, Guoxin Li, Balwant Singh Mehta, Nidhi Mehta, Marina Moguillansky, Marhaini Mohd Noor, Avis Momeni, Théodomir Mugiraneza, Jimena Orchuela, Patricia Peña Miranda, Alejandra Phillippi, Jimena Ponce de León, Ghaleb Rabab’ah, Saif Addeen AlRababah, Wei Shang, Ryan V. Silverio, Sylvie Siyam Siwe, Efenita M. Taqueban, Olga Balbine Tsafack Nguekeng, Xiaoguang Yang

More info: http://mitpress.mit.edu/books/public-access-ict-across-cultures

Friday, November 7, 2014

#ICANN51 fellowship: Welcome to the Hotel California

(este é um post realmente longo)

Como alguns já sabem, fui um dos 50 selecionados que participaram do encontro 51 da Icann, em Los Angeles, pelo Fellowship Program da instituição. O evento reuniu aproximadamente 2500 pessoas de todo o mundo entre 11 e 16 de outubro para tratar de diversos assuntos relacionados à atribuição de nomes e números da Internet (y otras cositas mas).

Candidataram-se para essa rodada 355 pessoas, representando diversos setores. Os selecionados contemplam um razoável equilíbrio na proporção de gênero, idade, região da Icann, e, obviamente, segmento de atuação. Eu fui como usuário final, sem o chapéu de instituições ou do meu empregador e falava em meu próprio nome (no máximo, um "sou Everton, do Brasil" ou "Everton, do Fellowship Program", usado mais frequentemente, para evitar qualquer tipo de confusão com minhas atividades).

Road Trippin': o caminho para o fellowship

Antes de pensar em aplicar para o fellowship, é bom saber o que a Icann faz. "Gostar de Internet" é 1% do que você vai precisar para conseguir entender a avalanche de informações que vão passar pelo evento. Na minha opinião, não vale a pena querer ter alguma familiaridade com a atribuição de nomes (domínios de topo, como .br, .ca, .com, .org, entre outros) alocação de números IP, manutenção dos servidores-raiz da Internet (entre outros tópicos) durante o evento, mas antes. Assista remotamente a pelo menos uma edição do evento, a transmissão possibilita interação por chat e o envio de perguntas que podem ser encaminhadas. Saber o que a Icann faz [e também o que ela não faz (e ainda mais o que ela não faz e diz não querer fazer)] e qual é o atual estágio das conversas que permeiam os encontros é metade do caminho andado.

No meu caso, trabalho em assuntos relacionados a governança da Internet desde 2006, o que possibilitou que eu tivesse uma certa noção do mundo da Icann.

Candidatura: California Dreaming

Não é só pedir a bolsa e recebê-la. Você precisa cumprir algumas etapas. O processo de candidatura é aberto com aproximadamente seis meses de antecedência. Eu fiz minha aplicação no fim de maio e recebi a aprovação em meados de julho, para um evento que aconteceu em outubro. É bastante tempo, mas você terá algumas coisas a fazer nesse intervalo.

Regulamento e formulário

Há um regulamento a respeitar (de novo: não é só pedir a bolsa e recebê-la). Você receberá metade da bolsa em algum momento no início do evento e a outra metade após apresentar seu relatório para a Icann (nada de turistas, nada de férias). É preciso dizer por qual motivo a Icann deve escolher você e não outra pessoa.

Carta de recomendação: Surfin' Safari

Eles vão te solicitar uma carta de recomendação. Se você conhece alguém que tenha condições de "bancar" que você merece ir, é bom fazê-lo saber de seu interesse e, se possível, já esboçar uma carta de recomendação. No meu caso, contei com o apoio do amigo de quase 10 anos, Rafik Dammak:


Aceite: Welcome to the Jungle 

Recebi meu e-mail em meados de julho. Foi a primeira vez que a Janice (também conhecida como Mama J) entrou em contato comigo.

Uma característica importante dessa parte do processo é que eles pedem que seu chefe (ou superior imediato) seja copiado em algumas poucas trocas de e-mails, para que não soe que você está indo escondido, contra a vontade da empresa (ou, no pior dos cenários, na minha opinião: que você vai viajar milhares de quilômetros para ficar lendo e-mails do trabalho enquanto estiver lá... enquanto você for um fellow, dedique-se ao evento!)

É nessa etapa que entram os alumni, que eu preferi chamar de tutores. São fellows como você, mas que têm uma bagagem maior, sabem por onde caminhar e por onde te guiar, caso você tenha alguma dúvida. No meu caso, estava no grupo com a Alejandra Barral, da Guatemala (Latin Mafia!), que me deu excelentes dicas do que fazer até a data do encontro. Não consegui identificar um padrão para a relação entre alumni e fellow: não é geográfica (embora o grupo tutorado pela Alejandra tivesse latinos somente), tampouco por afinidade de stakeholders ou algo do tipo; é um grupo :) . Foi bastante proveitoso conversar com a Alejandra antes do evento começar, compartilhei uma agenda com o que eu esperava assistir e ela me guiou com algumas dicas importantes (do tipo: não dá para sair das morning sessions dos fellows para assistir a programação de outra sala).

Sobre a Janice, estranhei um pouco a efusividade com a qual o pessoal reagia a cada mensagem dela (tipo, MUITA), mas pouco a pouco isso foi fazendo mais sentido. Ela já trabalhou como professora e na Disney e trata os fellows como uma equipe. Todos reagem com extremo carinho, mas é uma baita retribuição ao trabalho que ela e os alumni dedicam a esses 50 participantes.

Visto (se necessário): Midnight Flyer

É bom lembrar que alguns países pedem visto, como [ainda] fazem os EUA em relação a cidadãos brasileiros. Apesar de todo o terror que muita gente faz, foi tudo bastante tranquilo para mim.

Confirmações: Wannabe in L.A.

A parte "Icann" do visto é que você precisa apresentar uma cópia dele para ter a sua passagem e confirmação de hotel emitida pelo BCD (agência de turismo que nos atendeu, não sei se são sempre eles). A Icann fornece cartas convite que atestam sua participação no evento, que pode ser apresentada durante a entrevista para o visto. Quando fiz menção de retirar a minha da pasta, o agente disse que não era preciso.
Parêntese: a entrevista do cara que estava na minha frente durou 20 minutos e a minha uns 5. Fique tranquilo.
Também será necessário preencher um formulário sobre informações bancárias. No meu caso, como sou um expert em finanças, pedi ajuda ao banco. Isso será usado para o pagamento da segunda parte do reembolso, que ocorrerá mediante a entrega do relatório de participação no evento (nada de receber bolsa e sair fazendo turismo por aí).

Com isso em mãos, chegou a hora.

O evento: Century City 

A rotina de um fellow: De Repente, Califórnia

"Vida boa, hein Everton? Indo pra California" #sqn. 
O fotógrafo
A rotina dos fellows começa antes da agenda oficial do evento: cafés da manhã começando às 6h30 ou às 7h (começando no domingo). Geralmente há um grupo de Whatsapp e outro no Facebook. Para quem gosta de dormir até o último minuto (uma seta enorme apontada para mim), um aviso: não dá. Não é uma boa silenciar o grupo, porque as conversas são ótimas, muita interação rola por lá, sem contar que os early birds servem como um bom despertador.

Durante os cafés são apresentadas tanto a estrutura da Icann como cada uma das várias das constituencies e dos support organizations.
nitidamente tinha

The fellow talk: prefira falar em seu nome. Só fale em nome de uma instituição ou de uma representação se você tiver certeza (ou ainda melhor: autorização) para isso. Não caia na besteira de falar em nome de uma instituição que não endossa o seu discurso, mesmo que potencialmente ela pudesse fazê-lo. O microfone é aberto a todos e a participação é encorajada o tempo todo, como lembra a Janice:
acabado de acordar

Closed doors.  Really important that you understand this.  The doors are closed because people like me are talking loudly and they want to close me in.  Open every door.  When you look on the schedule you may see “closed” underneath perhaps one of the GAC meetings.  That’s to close them in, not to close you out.   Very important that you feel that way. Every once in a while the communities have to just hunker down. They need to engage amongst themselves, discuss policies, discuss papers they’re making for the Board or they’re going to present to another community group.  They need to close themselves in.  That is not meant to close you out.  Most of our sessions are open. The doors are only shut until you pull them. 
 http://la51.icann.org/en/schedule/sun-newcomer/transcript-newcomer-12oct14-en
... mas lembre-se que opiniões são registradas, transmitidas e transcritas em tempo real. Não vale dizer "não foi bem isso que eu quis dizer" depois, como ela também disse:
If you would like to get up to the mic at the Public Forum you will need to take a look at the time.  If it says two minutes for your comment, it is two minutes for your comment.  I ask you to please type on a tablet, on your phone, on a piece of paper, on your computer.  Be ready.  Time it. Stand in line.  Present the comment with your first name, last name.  If you’re speaking on your own behalf it’s, “I’m speaking on my own behalf.”  If you have the permission from your corporation or where you report to, you may say that you’re speaking on their behalf.  Do not say so if you do not have that permission.

Dia 13

Abertura
Já tive oportunidade de conversar com o Steve Crocker poucas vezes e de assisti-lo um tanto de outras. Mas assistir ao seu discurso de abertura in loco foi realmente especial, sobretudo se considerarmos todo o contexto de transição da Iana e de que o discurso seguinte era o de ninguém menos que da Secretária de Comércio dos EUA, Penny Pritzker. O aquecimento dos motores, na minha opinião, chegou ao "ponto de bala" no seguinte trecho:
We're now in this very important period where the Department of Commerce has announced that it will transition out of its role of stewardship of the IANA contract and, from that, a number of important consultations are underway. The IANA Coordination Group is off to a very strong start, and a spinoff of the IANA stewardship is a discussion of ICANN accountability, which frankly we welcome, we welcome quite a bit.
We spend a lot of time in the board and throughout the organization sincerely concerned about things like that, about transparency, about accountability, and we work assiduously trying to improve, even while we actually try to get some work done. 
 http://la51.icann.org/en/schedule/mon-welcome/transcript-welcome-13oct14-en.pdf
Logo depois, o discurso da Secretária, com o seguinte trecho marcante:
IMG_0343
Secretary Penny Pritzker
"The Internet has thrived precisely because citizens around the world have a voice in how the Internet is governed. That is why the United States government supports multistakeholder processes. This is our bedrock principle for the Internet governance. 
Let me be clear about this. The United States will not allow the global Internet to be co-opted by any person, entity, or nation seeking to substitute their parochial world view for the collective wisdom of this community, you, the community of stakeholders, represented so well here today.
As such, that is why six months ago NTIA announced a decision to transition its stewardship role over the Internet Domain Name System to the global multistakeholder communities. From the inception of ICANN in 1998, the United States government envisioned that its role with respect to the IANA functions would be temporary. 
Over the years, many stakeholders took comfort in the fact that the United States provided some level of stewardship over ICANN. I have been encouraged by the way the global community and ICANN have stepped up to develop the transition proposal. We rally our allies and will continue to build international coalitions to support multistakeholder governance of the Internet. And we are strong supporters of an ICANN that is committed to the idea of individual voices coming to consensus decisions. 
We must all recognize, however, that this is not inevitable and we should not take it for granted. We all know that the multistakeholder governance and institutions like ICANN are under intense and unprecedented pressure and scrutiny. Yet, we are confident that the multistakeholder model offers the greatest assurance that the Internet will continue to thrive. And we must work together to ensure that the Internet remains an engine for economic growth, innovation, and free expression. 
We must continue to work hard to sustain multistakeholder governance because it has enemies who want to reduce Internet governance to a meeting of governmental technocrats promoting narrow national interests. 
We must make clear this approach is the best tool to secure the openness and vibrancy of the Internet. We must ensure that ICANN can build on its efforts to strengthen the multistakeholder process and become directly accountable to the customers of the IANA functions and to the broader Internet community."
Para quem não entendeu: eles estão de olho e continuarão a estar. Não é porque a Iana deixará de contar com um vínculo direto [se tudo correr bem e todos os prazos forem respeitados] com o governo norte-americano que eles deixarão de se importar com o que acontecerá com a Icann e com a Iana. Eles saem, mas escolhem quem entra.

Por fim, chega a vez do Fadi, bastante eloquente, como de costume:

Com direito a pedir que aqueles que participavam do evento pela primeira vez se levantassem para receber aplausos e menção aos fellows:
So if you are here for the first time, could you stand up so we get a sense of who's -- who's here for their first ICANN meeting.
[ Applause ]
Welcome. Welcome.
Welcome to your first ICANN meeting. I also want to welcome our fellows. Our fellows program is a cornerstone of building our community and growing it. So welcome to all the new ICANN fellows. I think we have 50 of them at this meeting. So welcome to all of you, and I hope this meeting will encourage you to stay with us and to build your own place in ICANN as well as Internet history here with us at ICANN. So welcome to all of you.
A delegação brasileira também não ficou de fora do discurso de abertura:
And I want to, here, publicly thank our friends from Brazil. I see them. Please stand up. Demi, Hartmut. And all the members of CGI who are here -- And all the members of ICG who are here, Hartmut, the leadership they took to help us make NETmundial happen -- and I see there also Ambassador Benedicto; thank you, Ambassador -- and all of you there for helping us make history in Brazil.

IANA Department - Who, What, Why?
Sessão interessante para explicar o que a Iana de fato faz e desmistificar alguns pontos sobre sua transição. Uma das melhores sessões que acompanhei, não somente pelo conteúdo, mas também pelo esforço que vi por parte dos apresentadores em tirar a carga de tensão desse momento de transição. Tive oportunidade de conversar com uma funcionária da Iana no booth dos fellows depois sobre esse assunto, o que rendeu boas histórias (Algumas pessoas pensam que o Governo tem um telefone e me liga se eu faço A ou B, e não é nada disso...)

Meeting of the CWG to Develop an IANA Stewardship Transition Proposal on Naming Related Functions
Wally there, por Samantha Dickinson
Outra valiosíssima oportunidade de presenciar o assunto mais discutido da reunião. Enquanto assistia essa sessão, tive a sensação de que havia um erro de procedimento na condução da reunião. Milton Mueller demonstrou que eu não era o único:
[I]t seems like your mindset is too stuck in past practices. So this idea of going back to your own community and getting consensus at that level why does that have to happen at all?
Your community people should put you in this spot to do the work. You should do the work. And then when you have a draft you send it before the entire community, not a bunch of little silos that think that they’re all acting independently of you.
There should be one general public comment period on our draft. GAC can respond to that either individually or collectively.The SOs can respond to that. Individuals can respond. Anybody can respond to it. Why are you talking above this siloized (sic) framework in which everybody independently goes to their community and then comes back and you renegotiate again? I just don’t get it. We don’t have time for that.
And the main point I want to make is that you really need to start talking about the substance about what is accountability, how is it going to work post NTIA? 
http://la51.icann.org/en/schedule/mon-iana-stewardship-naming/transcript-iana-stewardship-naming-13oct14-en.pdf
Pra mim, nesse caso, ele foi decisivo: vamos ser assertivos, há pouco tempo!

At-Large Metrics Working Group
Essa foi uma das que menos gostei, talvez eu tenha "pegado o bonde andando". Uma reunião mais formal (ou menos informal) no ambiente da Icann.


A Conversation with Steve Crocker and Leonard Kleinrock
Se um dia eu me tornar professor em algo relacionado a Governança da Internet, esse vídeo será usado infinitamente. Muito da história da Internet foi construído pelos dois. Vê-los sentados conversando sobre suas realizações foi incrível

Dos pontos mais conhecidos, como a tensão entre a equipe deles e a da BBN, explicada pelo Crocker:
I said, “You know, you can only send one message at a time, but you could divide up and use multiple links sort of like a Gatling gun. You could spray on links.” 
I gave them that advice and did not pay a lot of attention, when off in the side a few months later, there was some discussion about the network could be locked up if there were too many packets in there. 
Several months later – we’re talking about from summer time when I first went there until February the next year – they turned this on. Four seconds later the entire ARPANET came down across the country. 
Packets flooded, everything stopped, and every IMP died. There was no automatic restart mechanism. It was kind of ugly. So the Bolt, Beranek, and Newman folks just restarted their IMP and then they called up the next place and they said, “Please reload the paper tape and start that one and call the next one and so forth.” 
The two guys down in Oklahoma were scratching their head. “I don’t know what happened. Let’s try it again.” Four seconds later, the entire network came down. 
After it was all untangled, the folks at BBN were quite angry, quite hot. I happened to have been in a meeting discussing research things at MIT, completely unconnected to any of this, and I get a message that I’ve got an urgent phone call. I’m a program manager working for the Department of Defense, I get an urgent phone call, I go out and take the call.   
“Why did you do that?” 
I said, “Who is this?” 
“Why did you? You did it on purpose.” 
I said, “Oh, Hi Severo. What’s up?” This was Severo Ornstein at Bolt, Beranek, and Newman. 
My first task obviously was to get him to calm down long enough so I could understand what he was saying. 
He said, “You smiled when you told them to do that.” 
I said, “Yeah, I thought it was a cool idea.” 
He said, “You did that. You broke my network.” 
I said, “No. Look Severo, it’s not your network. It’s really more my network than yours and I wouldn’t actually do that on purpose.” It was an interesting conversation for all.
But the relevance back to this big question is if this had been a deliberate project to build a nuclear hardened thing and there had been a flaw in it that permitted a casual error like that to bring it down, I 
believe heads would have rolled. That would be a totally unacceptable in a hard‐core military oriented network. In a research network, different matter.
Até algumas que eu não conhecia, que o Leo explicou:
Six years later, 1994, the first broad‐based spam message by Canter and [Fitzgerald] spread all over the network. And that time we said, “Ouch.
And this is really a problem.” If you recall what we did, we started sending e‐mail back to those green card lawyers who were advertising their services on the network. We sent mail and said, “You shouldn’t do this. Shame on you. Stop! Shut down.”
We sent so many e‐mails back to their server, we took their server down. So the unintended consequence of the first spam message was the first denial of service attack. But the point is this dark side has come up.  

No fim, cumpri um pequeno dever profissional ao conversar com o Steve.

Dia 14

Wally found by Alejandra
Esse foi meu dia mais confuso. Me perdi um pouco em relação ao que tinha colocado na agenda.

Assisti um pedaço do Board with the ccNSO (onde a Alejandra tirou a foto ao lado), que além de me dar um belo panorama sobre as discussões mais recentes relacionadas aos ccTLDs, me mostrou que mesmo eventos do porte da Icann (e do NETmundial) passam por problemas audiovisuais bizarros. Não importa quanto você teste, sempre algum cabo vai se soltar no meio do evento.

Cheguei atrasado para o Non Commercial Users Constituency (NCUC), infelizmente. Essa é uma das trilhas que eu mais gostaria de acompanhar, mas esse atraso comprometeu um pouco minha compreensão. Vou precisar assisti-la novamente pelo Adobe Connect.

Por conta do dia confuso, acabei caindo no GAC Meeting desse dia, o que foi muito bom. Esse encontro me deu uma boa base para entender como funciona não somente a relação do GAC com as outras estruturas da Icann, mas também a relação entre os próprios integrantes do GAC.

Dia 15

CCWG on Internet Governance
Por conta do morning session desse dia, não assisti ao começo dessa reunião, mas não perdi o que considero mais importante para o meu estudo: o quanto o Brasil (e as estruturas brasileiras de Governança da Internet) interferem no debate global sobre esse assunto. Marilyn Cade e Janis Karklins foram bastante precisos em suas considerações.

ccNSO Members Meeting Day 2
Mesmo que eu não tenha visto o dia 1, foi uma boa experiência para entender como operam outros ccTLDs e quais são suas atividades recentes.

Cross Community WG for the Development of a Framework of Operating Principles for Future Cross Community WG
O nome mais engraçado. Era uma das mesas mais vazias, mas também foi a que teve mais significado para mim, sobretudo por conta da minha pesquisa. Nessa eu consegui me sentar à mesa (ufa!).

A discussão de um grupo "cross community" de como manter alguma regra para criar grupos análogos é de meu especial interesse no contexto da Icann, já que é a partir de alguns desses grupos que surgem consensos mais aproximados da unanimidade.

What the Journalists Think
Não é só no Brasil que as redações estão ficando cada vez menores, com jornalistas cada vez mais multitarefas, entre outros pontos. Para o contexto específico da Icann e da Governança da Internet foi realmente bastante bacana ver profissionais da imprensa falando sobre suas preocupações e experiências. Diferentemente dos EUA, contudo, é chato ver que o Brasil não dá tanta atenção a esse assunto nas grandes redações e que veículos menores sofrem para fechar as contas.

Tive que abrir uma exceção durante o evento e usar o chapéu do meu empregador quando algo incorreto foi dito:
You have other governments that would very much like to have a say over the technological underpinnings of the internet, the rules of traffic management, the ability to determine who is saying what to whom, the ability to make sure that all the data on the web that their are viewing comes from within their country. That's the Brazilian notion. 
Fui até o jornalista no final do painel e expliquei como funcionam os Pontos de Troca de Tráfego, um dos projetos mantidos pelo CGI.br sem financiamento do governo brasileiro, custeados pelo registro de domínios .br. No hard feelings.

Cross Community Working Group on Human Rights
Sessão bastante cheia; não tive condições de chegar cedo e pegar um lugar. Aparentemente houve um problema no arranjo dessa reunião, obviamente havia mais interessados que o previsto; ela também não constava na agenda, somente soubemos de sua realização por conta do aviso do Bill Drake e da Marilia Maciel.

2015 and Beyond - An Internet Governance Update
Nessa seção, o mais importante que recuperei para meus estudos foi a fala do coordenador do CGI.br, Virgilio Almeida, recheado com palavras-chave importantes para o contexto de comparação do discurso do Brasil em ambientes como a Icann em comparação com o que "o Brasil" apresenta em fóruns da UIT, bastante diferentes em relação ao que o Virgilio coloca abaixo:
So that’s the Brazilian roadmap for Internet governance. It started 20 years ago when the cgi.br, the Internet Steering Committee, was created by a presidential decree. It is a multi‐stakeholder body that has been in place for 20 years. So we have a lot of history and a lot of experience. 
Another important event in this roadmap was the construction of the principles for Internet use and governance, and that was constructed by the members of CGI interacting with their constituencies and interact with the society. That was approved by all the members of the CGI.
Then finally in 2011, the Marco Civil, which is the civil rights framework, was sent to Congress. It has some interesting aspect that I will show later.
Finally in 2014, we had NETmundial in Brazil. I think these are the events that mark the evolution of Internet governance in Brazil.
The CGI, as I said, was created in 1995, with the goal of proposing policies and procedures, recommending the standards, establishing strategic directives, promoting studies and technical standards, coordinating the allocation of Internet addresses, promoting specialized research, and collecting, organizing and disseminating information. 
But what is interesting about this governance body is its formation. It consists of 21 members: 9 from governments, 4 from the Civil Society, 4 from the private sector, and 4 from academia and the technical community. No single stakeholder has the majority of the votes, so it means that everything must be negotiated among the members of the Board. So that’s a real important point. 
The second important aspect of CGI is that CGI is not funded by government. The budget of CGI is based on the revenue of domain names in the context of .br. So that’s the source of revenue for CGI, so it does not depend on government funds. 
That’s the legal framework for the Internet in Brazil. We have the CGI principles for governance and the use of the Internet. We have a law that provides open access to information. We have the principles for the Web. We have the civil rights framework for the Internet, and now as a government, we are going to start the process of discussing private and personal data law. So that’s basically the main components of the legal framework in Brazil.
The Marco Civil defines principles, rights and responsibilities for citizens, companies, and government agencies. It has some specificities that were considered [advanced] for the process. There were several public consultations through the Internet to construct the proposal of the law. 
So it was characterized by the participation of the Society to construct the law.
The bill was inspired by the principles of CGI, and in 2009, we had online consultation and it was based on an open source platform. Finally, the law was sanctioned by the president during NETmundial.
 
The keys points are rights and principles, data retention, net neutrality, and intermediary liability. Important value. It minimizes legal uncertainty for the Internet environment in Brazil. The regulation is not completely done yet, but it will be completed soon. 
So then it comes to NETmundial. That’s the chronology of events. It started in September of 2013, when the President of Brazil gave a speech at the United Nations, and she asked for discussions for a new order for Internet governance. 
After that, there was the Montevideo meeting, which involved several Internet societies, and finally, we started a process – I have five or ten minutes? 
RINALIA ABDUL RAHIM: Five. 
VIRGILIO FERNANDES ALMEDIA:  Five. Some I’m going to skip several of these things. So the goals of NETmundial principles and roadmaps. I’m going to skip that.
So what do we have for the future? I think that the future should, in my personal view, look at the points that are present in the roadmap for the evolution of Internet governance. So we have the importance of strengthening the IGF. We have the importance of getting complete results from the IANA transition. We learned a lot of things from the NETmundial experience, in particular that the multi‐stakeholder is an important way for the future of Internet governance.
 
So what comes next? NETmundial, based on the roadmap, should fit into other Internet government processes and forums – Busan, IGF 2015. Innovations introduced in NETmundial should be considered by IGF 2015. 
There is the NETmundial Initiative. Also important issues related to Internet governance talks, such as security, stability, and cyber security should be considered in the future.   
But I think that for me, the most important aspect of the future is to strengthen national bodies for Internet governance in light of the NETmundial principles because if we have a system of national bodies that work and represent the society of different countries, that will be the basis to construct a global Internet governance system.
So I think I’m going to stop here. Just this last slide is that almost all discussions about the Internet in Brazil starts inside the Internet Steering Committee, the CGI, and then some of them can become law when they are adopted by the Congress to discuss as a project. 
Then they can also feed in the global Internet governance process. So I think that, as I said, the importance of having strong, national bodies for Internet governance. Thank you.

Dia 16

O dia dos farewells, a sensação de "não quero imaginar a quantidade de mensagens não-lidas da minha caixa de e-mails no escritório" começa a falar alto.

Community Discussion with the IANA Stewardship Coordination Group (ICG)
O maior painel que já se viu, e não é para menos. Muitos detalhes sobre o processo de transição foram abordados.

Public Forum
Outra grande oportunidade de ouvir a história da Internet por quem a constrói desde os primeiros pacotes, Steve Crocker, realmente emocionante:
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Lembrança pelos 16 anos
do falecimento de Jon Postel.

Meanwhile, Vint and Jon had gone off and bought a bunch of vegetables to string up and connect them to tin cans. 
A lot has been said about this network doesn't really work and sort of the personalities of the various people involved. But it was -- as I said, it was in 1994. Jon passed away four years later. We would not have ever guessed that we would lose him then. 

Mas nem tudo são flores. O public forum é a hora de dizer o que está certo e o que não te agrada. É a hora de dizer algo para agradar alguém (como dizer que o sobrenome de alguém está grafado errado na transcrição e tomar uma pancada desse alguém). Foi a hora do pessoal dos novos gTLDs levantarem a voz e mostrarem que não são mais um futuro distante e que o presente e o futuro da governança da Internet vai passar por eles, sim. A influência que eles querem ter nesses processos ficou bastante nítida para mim. Também foi a hora de ver o respeito e desrespeito ao sino de 2 minutos. Chato ver que muita gente não liga para isso e atrapalha o andamento da reunião.

Uma frase marcante, em consonância com o painel sobre a Iana, de Michele Neylon:
Over the last few months the entire community has seen a huge focus of efforts and to deal with this entire transition. But to be ultimately the IANA functions are really, really boring. I mean, they're boring, they're functional. They need to happen, but it needs to be kept as simple as possible.
E uma boa troca de verdades sobre outras verdades:
Paul Foody: We've got 11 months to go before the transition is meant to happen.
The speed that this is happening at has been described even by the intellectual property community as aggressive and insane. Many people even at this meeting still don't know what it is that's being transitioned. 
(...) 
Bertrand de la Chapelle:  If there are people in this room beyond him who do not understand exactly what is being transitioned, I encourage all of you to read the excellent documents that have been produced by the SSAC, and if anybody at this stage of the discussion doesn't know what is being transitioned, I don't think they should be participating in the discussion. 
(...) 
Paul Foody: I'm just responding to Bertrand's comment, and if he -- if he just goes back through what was said at this public forum just now, Elliot Noss got up at the stand and said that he disagreed with how the press are reporting the IANA transition. If you go to the meeting this morning, there was clearly a lot of confusion, even in that meeting, as to what exactly is being transitioned. And that's here. 
Por fim, o Public Board Meeting, um tópico que eu imaginava bastante diferente do que vi. Apesar da informalidade expressada algumas vezes, notei, por diversas vezes, um tom de "brincadeira séria". Hora de dizer até logo a alguns membros do board e dar as boas vindas aos novos. Uma calorosa despedida, em especial, a Sebastien Bachollet. A aprovação do planejamento estratégico para o período 2016-2020 também me chamou atenção pela antecedência.

Sobre a experiência: um panorama

Além da possibilidade de participar do evento, uma das melhores partes da experiência foi meu contato com pessoas do trabalho, fora do contexto do escritório. Foi possível interagir com alguns deles no ambiente de onde eles trazem algumas informações de extrema importância para o nosso cotidiano.

Pelo mesmo lado, a pior parte foi voltar para as atividades burocráticas do escritório. Já há muito que tenho me esforçado para ingressar nesse circuito, mas algumas questões meramente políticas impedem meu acesso. Se consegui isso via Icann, vou seguir por essa porta que foi aberta, seguindo o que a Janice disse logo no começo:
Obviously we want to send you off in a better place than when you came.  There’s nothing that makes me sadder than when people have left this week and I hear back and they say, “I didn’t understand a word anyone said, I didn’t feel engaged, I didn’t feel like anybody wanted me there.”    That’s not a feeling we want.  Why?  Because you’re not the only one. 
Fui ao evento com a expectativa de verificar como a produção de consenso ocorre nesse ambiente multistakeholder, sobretudo em comparação com o que vejo no Brasil, e essa expectativa foi completamente atingida. Além disso, pretendi experimentar um pouco de cada sabor da Icann, então não segui um só stakeholder, como vi alguns fazerem. Muito embora eu não tenha condições de entender todo o processo, consegui ao menos ter uma ideia do que e onde eu conseguiria contribuir. Preferi ouvir e ver do que falar. Creio que uma segunda ou terceira oportunidade me darão mais condições de entrar nos debates.

E vi um bocado. Algumas coisas foram completamente incríveis de presenciar para mim, como, por exemplo, quando alguém falava algo em uma sessão e eu via outras pessoas se entreolhando, com aprovações ou reprovações. Digno de uma mesa de pôquer, sem brincadeira. Extremamente importante para mim, que estou justamente pesquisando como os diferentes segmentos se comportam para produzir consenso.

Também tive a oportunidade conversar com Andrea Becalli e Gabriella Slack, grandes figuras, sem contar um papo incrível com ninguém menos Paul Mockapetris.

Tive condições de conhecer pessoalmente quem conversa comigo há bastante tempo, como Mark Buell e Byron Holland, do Cira. Para mim, só isso já teria valido a viagem: comunicação e governança da Internet com quem entende do assunto, além de falar um bocado sobre o Canadá. Quem me dera ter a posição equivalente à do Mark :). Um dia eu chego lá, estou tentando entrar no caminho.

A essa altura, já escrevi um bocado. Poderia passar um bom tempo fazendo isso, descrevendo cada detalhe, mas às vezes a memória me trai. Tive uma excelente impressão dos processos que envolvem a Icann e compreendi com clareza as mensagens da reunião. Espero ter a oportunidade de dar continuidade a essa experiência.